terça-feira, 31 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Teatro ao Largo - "As guerras do Alecrim e da Manjerona" - Alte, 27 de Agosto de 2010 (5)
Um espectáculo excelente!
Uma sugestão para a organização (C.M. Loulé) e J.F.Alte: realizar um espectáculo da Companhia "Teatro ao Largo" no largo da igreja de Santa Margarida (Alte), na festa anual da aldeia, no primeiro fim-de-semana de Agosto.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
António José da Silva "O Judeu" - autor de "Guerras do Alecrim e Manjerona"
Biografia e bibliografia de António José da Silva: http://purl.pt/922/1/
«António José da Silva é considerado o mais representativo autor dramático português da primeira metade do séc. XVIII, sendo-lhe geralmente atribuídas oito óperas joco-sérias – comédias musicadas de bonifrates – que ainda hoje são levadas à cena por várias companhias teatrais. As suas “óperas”, das quais apenas três foram impressas em vida, foram postumamente reunidas nos primeiro e segundo volumes do Teatro Cómico Português, publicado em 1744 por Francisco Luís Ameno. São elas: Vida de D. Quixote de la Mancha; Esopaida, ou Vida de Esopo; Os encantos de Medeia; Anfitrião, ou Jupiter, e Alcmena; Labirinto de Creta; Guerras do Alecrim, e Mangerona; Variedades de Proteo; Precipicio de Faetonte. São-lhe ainda atribuídas uma Glosa ao soneto de Camões «Alma minha gentil, que te partiste”, na morte da infanta D. Francisca, bem como as Obras do Diabinho da Mão Furada.» (Fonte: Biblioteca Nacional)
«António José da Silva (Rio de Janeiro, 8 de Maio de 1705 — Lisboa, 18 de Outubro de 1739) foi um dramaturgo e escritor luso-brasileiro.
António José era filho de um advogado e poeta, tendo conseguido manter a sua fé judaica secretamente. Sua mãe, Lourença Coutinho foi menos bem sucedida. Acusada de judaísmo, foi deportada para Portugal onde foi processada pela Inquisição. O pai de António decidiu então partir para Portugal, para estar próximo de sua mulher, levando o jovem António consigo.
António José da Silva estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde se inscreveu em 1725/6. Interessado pela dramaturgia, escreveu uma sátira, o que serviu de pretexto às autoridades para prendê-lo, acusado de práticas judaizantes. Foi torturado, tendo ficado parcialmente inválido durante algumas semanas, o que o impediu de assinar a sua "reconciliação" com a Igreja Católica, acabando por fazê-lo em auto-de-fé. Finalmente libertaram-no.
António José da Silva iniciou-se na advocacia mas acabaria por se dedicar à escrita, tendo-se tornado o mais famoso dramaturgo português do seu tempo.
Foi um escritor prolífico, tendo escrito sátiras, critizando a sociedade portuguesa da época. As suas comédias ficaram conhecidas como a obra do "Judeu" e foram encenadas frequentemente em Portugal nos anos 1730. Influenciado pelas idéias igualitárias do Iluminismo francês, o dramaturgo ligou-se a um grupo de “estrangeirados”, formado por eminentes figuras como o brasileiro Alexandre de Gusmão (1695-1753), o principal conselheiro do rei D. João V. Sua obra teatral inspirava-se no espírito e na linguagem do povo, rompendo com os modelos clássicos e incorporando o canto e a música como elemento do espetáculo. Oito de suas óperas, publicadas em 1744, em dois volumes, na série que ostenta o título Theatro comico portuguez, foram recuperadas em 1940, pelo pesquisador Luis Freitas Branco. Mais tarde o musicólogo Felipe de Souza confirmou a parceria de António José com o Padre. Antônio Teixeira, autor das músicas.
Em 1737, António foi preso pela Inquisição, juntamente com a mãe e a esposa (Leonor de Carvalho, com quem casara em 1728, que era sua prima e também judia). A mãe e a mulher seriam libertadas posteriormente.
António José da Silva foi novamente torturado. Descobriram que era circuncisado. Uma escrava negra testemunhou que ele observava o Shabbat. O processo decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e António José da Silva foi condenado, apesar de a leitura da sentença deixar transparecer que ele não seria, de facto, judaizante.
Como era regra com os prisioneiros que, condenados, afirmavam desejar morrer na fé católica, António José da Silva foi garrotado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa em Outubro de 1739. Sua mulher, que assistiu à sua morte, morreria pouco depois.
A história deste autor inspirou Bernardo Santareno, ele próprio de origem judaica, a escrever a peça O Judeu.
Mais recentemente, a vida de António José da Silva foi encenada por Tom Job Azulay no filme O Judeu, de 1995. No filme, António José foi interpretado pelo ator Felipe Pinheiro, que faleceu ainda durante as filmagens.»
(Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre, em 27.08.2010)
«António José da Silva é considerado o mais representativo autor dramático português da primeira metade do séc. XVIII, sendo-lhe geralmente atribuídas oito óperas joco-sérias – comédias musicadas de bonifrates – que ainda hoje são levadas à cena por várias companhias teatrais. As suas “óperas”, das quais apenas três foram impressas em vida, foram postumamente reunidas nos primeiro e segundo volumes do Teatro Cómico Português, publicado em 1744 por Francisco Luís Ameno. São elas: Vida de D. Quixote de la Mancha; Esopaida, ou Vida de Esopo; Os encantos de Medeia; Anfitrião, ou Jupiter, e Alcmena; Labirinto de Creta; Guerras do Alecrim, e Mangerona; Variedades de Proteo; Precipicio de Faetonte. São-lhe ainda atribuídas uma Glosa ao soneto de Camões «Alma minha gentil, que te partiste”, na morte da infanta D. Francisca, bem como as Obras do Diabinho da Mão Furada.» (Fonte: Biblioteca Nacional)
«António José da Silva (Rio de Janeiro, 8 de Maio de 1705 — Lisboa, 18 de Outubro de 1739) foi um dramaturgo e escritor luso-brasileiro.
António José era filho de um advogado e poeta, tendo conseguido manter a sua fé judaica secretamente. Sua mãe, Lourença Coutinho foi menos bem sucedida. Acusada de judaísmo, foi deportada para Portugal onde foi processada pela Inquisição. O pai de António decidiu então partir para Portugal, para estar próximo de sua mulher, levando o jovem António consigo.
António José da Silva estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde se inscreveu em 1725/6. Interessado pela dramaturgia, escreveu uma sátira, o que serviu de pretexto às autoridades para prendê-lo, acusado de práticas judaizantes. Foi torturado, tendo ficado parcialmente inválido durante algumas semanas, o que o impediu de assinar a sua "reconciliação" com a Igreja Católica, acabando por fazê-lo em auto-de-fé. Finalmente libertaram-no.
António José da Silva iniciou-se na advocacia mas acabaria por se dedicar à escrita, tendo-se tornado o mais famoso dramaturgo português do seu tempo.
Foi um escritor prolífico, tendo escrito sátiras, critizando a sociedade portuguesa da época. As suas comédias ficaram conhecidas como a obra do "Judeu" e foram encenadas frequentemente em Portugal nos anos 1730. Influenciado pelas idéias igualitárias do Iluminismo francês, o dramaturgo ligou-se a um grupo de “estrangeirados”, formado por eminentes figuras como o brasileiro Alexandre de Gusmão (1695-1753), o principal conselheiro do rei D. João V. Sua obra teatral inspirava-se no espírito e na linguagem do povo, rompendo com os modelos clássicos e incorporando o canto e a música como elemento do espetáculo. Oito de suas óperas, publicadas em 1744, em dois volumes, na série que ostenta o título Theatro comico portuguez, foram recuperadas em 1940, pelo pesquisador Luis Freitas Branco. Mais tarde o musicólogo Felipe de Souza confirmou a parceria de António José com o Padre. Antônio Teixeira, autor das músicas.
Em 1737, António foi preso pela Inquisição, juntamente com a mãe e a esposa (Leonor de Carvalho, com quem casara em 1728, que era sua prima e também judia). A mãe e a mulher seriam libertadas posteriormente.
António José da Silva foi novamente torturado. Descobriram que era circuncisado. Uma escrava negra testemunhou que ele observava o Shabbat. O processo decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e António José da Silva foi condenado, apesar de a leitura da sentença deixar transparecer que ele não seria, de facto, judaizante.
Como era regra com os prisioneiros que, condenados, afirmavam desejar morrer na fé católica, António José da Silva foi garrotado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa em Outubro de 1739. Sua mulher, que assistiu à sua morte, morreria pouco depois.
A história deste autor inspirou Bernardo Santareno, ele próprio de origem judaica, a escrever a peça O Judeu.
Mais recentemente, a vida de António José da Silva foi encenada por Tom Job Azulay no filme O Judeu, de 1995. No filme, António José foi interpretado pelo ator Felipe Pinheiro, que faleceu ainda durante as filmagens.»
(Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre, em 27.08.2010)
Ópera lírico-jocosa 'Guerras do Alecrim e Manjerona' de António José da Silva (O Judeu)
Guerras do Alecrim e Manjerona
Autoria: António José da Silva (O Judeu)
Data de publicação: 1737
Local de publicação: Lisboa
«Representada no teatro do Bairro Alto, esta ópera lírico-jocosa é considerada a obra-prima do comediógrafo A. J. da Silva. A peça satiriza a rivalidade existente entre ranchos carnavalescos, o "Alecrim" e a "Manjerona", que animavam Lisboa na época. Apesar da estrutura ainda ser um pouco deficiente, esta obra constitui um progresso assinalável em relação às obras anteriores do autor. Nota-se uma maior comicidade, resultante da linguagem, das situações, dos caracteres, etc., da definição de tipos e acima de tudo da sua coesão. Da peça em questão fazem parte cinco sonetos barrocos recitados e 20 árias cantadas.
O enredo inicia-se com o desejo de conquista de Gilvaz, um peralta, que quer ser amado por Clóris, uma donzela rica, e com os diversos estratagemas que o seu criado, Semicúpio, arranja para infiltrar o amo em casa da donzela. Caso o enamorado não conseguisse alcançar o seu objectivo, Semicúpio ficaria sem os ordenados atrasados. Entretanto Nise, a irmã de Clóris, aceita a corte de Fuas que, tal como Gilvaz, não tem dinheiro e acaba também por beneficiar da ajuda do criado deste e de uma criada das raparigas, Fagundes. O principal obstáculo desta trama amorosa é D. Lançarote, o pai das donzelas, que, além de avarento, pretende casar uma das filhas com Tibúrcio, um sobrinho seu. Para complicar um pouco a situação, os peraltas têm ciúmes um do outro por se julgarem rivais e Semicúpio apaixona-se por Sevadilha, outra criada da casa por quem Tibúrcio igualmente suspira.»
(Fonte: Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010.
Autoria: António José da Silva (O Judeu)
Data de publicação: 1737
Local de publicação: Lisboa
«Representada no teatro do Bairro Alto, esta ópera lírico-jocosa é considerada a obra-prima do comediógrafo A. J. da Silva. A peça satiriza a rivalidade existente entre ranchos carnavalescos, o "Alecrim" e a "Manjerona", que animavam Lisboa na época. Apesar da estrutura ainda ser um pouco deficiente, esta obra constitui um progresso assinalável em relação às obras anteriores do autor. Nota-se uma maior comicidade, resultante da linguagem, das situações, dos caracteres, etc., da definição de tipos e acima de tudo da sua coesão. Da peça em questão fazem parte cinco sonetos barrocos recitados e 20 árias cantadas.
O enredo inicia-se com o desejo de conquista de Gilvaz, um peralta, que quer ser amado por Clóris, uma donzela rica, e com os diversos estratagemas que o seu criado, Semicúpio, arranja para infiltrar o amo em casa da donzela. Caso o enamorado não conseguisse alcançar o seu objectivo, Semicúpio ficaria sem os ordenados atrasados. Entretanto Nise, a irmã de Clóris, aceita a corte de Fuas que, tal como Gilvaz, não tem dinheiro e acaba também por beneficiar da ajuda do criado deste e de uma criada das raparigas, Fagundes. O principal obstáculo desta trama amorosa é D. Lançarote, o pai das donzelas, que, além de avarento, pretende casar uma das filhas com Tibúrcio, um sobrinho seu. Para complicar um pouco a situação, os peraltas têm ciúmes um do outro por se julgarem rivais e Semicúpio apaixona-se por Sevadilha, outra criada da casa por quem Tibúrcio igualmente suspira.»
(Fonte: Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010.
«Sinopse: Guerras do Alecrim e da Manjerona, de António José da Silva. Escrito em 1737 como uma ópera Joco-Séria, para ser representada por marionetas, a obra-prima de António José da Silva foi adaptada pelo Teatro ao Largo numa peça enérgica e vivaz. O tema é leve na sua essência, com um enredo em torno das tentativas de dois jovens amantes para conquistarem os corações (e mesmo a casa) de duas lindas irmãs. A peça critica de forma divertida vários aspectos da sociedade. O espectáculo é direccionado para toda a família, e segue a política artística do grupo de levar farsas clássicas ao público geral.»
(Fonte: Teatro ao Largo)

