Redactores: André & Rita


Santa Margarida
8100-033 Alte


sábado, 23 de fevereiro de 2008

Brasão de Alte


Cândido Guerreiro - Poeta Altense

Biografia elaborada por alunos da Escola Profissional Cândido Guerreiro (Alte):

«Poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro nasceu em Alte no ano de 1871, a 3 de Dezembro. Seu pai, José Cândido Guerreiro, ocupou durante bastante tempo o lugar de Juiz de Paz e foi, também, durante alguns anos presidente da Junta da Paróquia de Alte. Sua mãe, Carlota Augusta Guerreiro era, também, natural de Alte. Família de vida económica muito modesta mas bastante decente. Com nove anos de idade, em 1880, Cândido Guerreiro saiu de Alte. Nessa mesma altura, seu pai foi nomeado Juiz de Paz em Estói, para onde foram viver.Frequentou a escola primária de S: Brás de Alportel. Mais tarde entrou para o liceu de Faro onde não finalizou o curso. Em 1889, os pais obrigam-no a abandonar o liceu de Faro e teve de se matricular no seminário Diocesano de Faro. Em 1891 morre seu pai. Por não sentir vocação abandonou o seminário e volta para Alte com a sua mãe, (onde tinham uma pequena propriedade) para casa da sua professora. Em 1892 atinge a maioridade e não tendo condições materiais para ficar em Alte vai para Loulé. Foi escrivão do Juiz de Paz em Estói e presidente do posto meteorológico de Faro. No ano de 1897 é convidado a escrever um poema. No ano de 1899 ocupa o lugar de perfeito na Casa Pia de Beja, fruto de uma paixão nasce um filho seu que também se distinguiu no mundo das letras, de nome Cândido Xavier Guerreiro da Franca. Em 1900 foi fiscal de impostos em Faro e, depois, aconselhado pelo poeta João Lúcio foi para Coimbra tirar o curso de Direito. Em 1909 casou com Margarida Sousa Costa que conheceu em Coimbra. Foi o 1º Altense a tirar o curso de Direito, em 1910, é nomeado notário da Comarca de Loulé. entre 1912 e 1918 preside à Comissão Administrativa da Comarca de Loulé. Em 1921 foi nomeado adido da delegação de Portugal em Haia, mas não aceitou. Em 1935, a Casa do Algarve convida-o a publicar uma monografia e um cancioneiro sobre o Algarve mas, novamente, recusa. A 11 de Abril de 1953 morre e é enterrado no cemitério de Faro.»
http://www.epalte.pt/atempo/candido.htm



Biografia do poeta Cândido Guerreiro na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Xavier_Cândido_Guerreiro

Casa do Poeta Cândido Guerreiro, em Faro:

«Do mesmo arquitecto que projectou os antigos Hotel Faro e Mercado Municipal e o Banco Montepio, a nova habitação surgiu da necessidade de demolição da sua anterior habitação, sito na Av. 5 de Outubro, por força do novo traçado urbanístico para a zona de Santo António do Alto. Surgiu um novo edifício característico de arquitectura do Estado Novo, do tipo “Casa Portuguesa”, de linhas simples e sóbrias.


http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=3088


http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=70925

Alte

«A partir de Silves continue na direcção de nascente, a caminho de São Bartolomeu de Messines, que já foi uma importante localidade de comércio, quando era o ponto onde se cruzavam as vias norte-sul e este-oeste, e chegará a Alte, uma das capitais mouras do Algarve. Faça uma pausa apenas para seguir as placas que indicam o caminho para a Rocha da Pena, uma área de grande interesse histórico e ambiental. Há um trilho com cinco quilómetros de extensão que circunda o local e que é um verdadeiro deleite para os amantes da geologia, da flora e da fauna. Na Rocha da Pena existem mais de 390 espécies diferentes de plantas, muitas das quais utilizadas nas tradicionais mezinhas à base de ervas.
Com um pouco de sorte poderá avistar uma águia de bonelli, um bufo real, uma gineta ou um saca-rabos. Estará a 497 metros de altura e a mais de 30 quilómetros da costa, embora daqui o mar seja claramente visível em dias ensolarados e sem neblinas.
Alte é uma das aldeias mais belas da Serra. Siga as placas até ao centro da localidade para ficar a conhecer a terra e depois descubra os serviços de turismo, instalados numa pequena casa algarvia escondida por uma árvore enorme. Perto situa-se o restaurante A Ponte, onde se pode aparcar com facilidade e apreciar uma saborosa refeição preparada na altura, enquanto se admira o vale. Deixe o carro e dê uma volta por Alte para descobrir os seus tesouros. A igreja é dedicada a Nossa Senhora da Assunção e foi construída para assinalar o regresso, são e salvo, de Garcia Mendes de Ribadeneyra, segundo Conde de Alte, da 8.ª Cruzada, no século XIII.
É interessante notar que a igrejinha era considerada capela particular, não caindo, assim, sob a alçada nem do Bispo de Silves nem da Ordem Militar de Santiago, os administradores das igrejas de Loulé. Foi apenas em 1554 que a Ordem Militar de Santiago reconheceu a capela como igreja matriz de Alte. A igreja é uma mescla de estilos arquitectónicos, do manuelino ao barroco, que incluem restauros efectuados depois do grande terramoto de 1755. Para uma terra tão pequena a igreja é excepcional, com uma grande riqueza de azulejaria e de outros detalhes.
Alte tem sido, tradicionalmente, um centro para o esparto, uma erva que cresce espontaneamente nos arredores da aldeia e cujas folhas verdes são utilizadas para trabalhos de tecelagem. As folhas costumavam ser postas de molho no rio e depois pisadas para obter as fibras. Este trabalho era feito nas ruas da aldeia, em especial na Rua dos Pisadoiros. Seguidamente as mulheres fiavam essas fibras, deixando-as prontas para o fabrico de cordas, tapetes e cestaria. Os outros produtos locais são semelhantes aos que se encontram na região - mel, aguardente de medronho, queijos, doces e trabalhos de artesanato em madeira e cerâmica.
A Fonte Pequena é dedicada a um famoso poeta da aldeia, Cândido Guerreiro: um espaço encantador com árvores e arbustos, um tributo apropriado a um poeta inspirado.»
(Fonte: Rotas e Destinos)

Freguesia de Alte

Freguesia de Alte

«A freguesia de Alte localiza-se no centro do Algarve, no extremo noroeste do concelho de Loulé, estendendo-se pela Serra e pelo Barrocal, cobrindo uma área de aproximadamente 97 quilómetros quadrados. Os mais antigos vestígios populacionais registados na área da freguesia datam do Neolítico, estando referenciada a presença de comunidades agro-pastoris e semi-nómadas, que usavam as grutas do barrocal como locais de enterramento. Exemplos deste período existem em Panuachos, na Quinta do Freixo. A riqueza mineira da freguesia foi explorada durante a Idade dos Metais. Segundo Estácio da Veiga a mina de Atalaia, situada a quilómetro e meio de Santa Margarida, onde teriam sido também encontrados materiais como machados e outros objectos de cobre era a mais conhecida de todo o Algarve. Importante era também a mina de Cerca da Mina. Algumas destas minas continuaram a ser exploradas até ao século XVIII e, nalguns casos, mesmo até ao século XIX: Durante o período romano as populações vão descendo dos cimos dos montes para ocuparem os vales, construindo-se casais agrícolas dispersos, os melhores solos são explorados e inicia-se um a produção de mercado. Desta época há em Alte vestígios na toponímia como a Vila Verde do Vale, a Vila do Zambujal e a Vila Ruiva e onde se supõe terem existido povoados ou villae romanas, pelo materiais que aí foram recolhidos. Durante o período de ocupação islâmica teria existido em Alte, no sopé do cerro da Rocha Maior um alcazar, ou paço muçulmano, que teria sido habitado pelos senhores de Alte nos tempos imediatamente seguintes à reconquista cristã. Segundo a tradição teria havido na freguesia um castelo muçulmano, que tal como os de Paderne ou Salir seria um pequeno dispositivo defensivo, integrado na estratégia de defesa da região. Dele resta apenas o topónimo Castelo que é aplicado a um dos cabeços que rodeiam a sede da freguesia. Após a reconquista da região, no século XIII, tal como era então comum, surge o senhorio d’Alte, atribuído a João Gomes de Ribadeneyra, quarto filho do capitão Ribadeneyra, que se distinguira na Batalha de Navas de Tolosa em 1212. Segundo o Arquivo da Casa d’Alte, João Gomes encontrava-se ao serviço de Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago, na conquista do Algarve, passando depois ao serviço de D. Afonso III. O 17.º senhor d’Alte, Manuel de Ataíde Ribadeneyra, alcaide-mor de Albufeira, participa activamente entre 1637 e 1640 nas movimentações contra o último rei espanhol. Após a morte de seu pai no campo de batalha em 1639 o senhor d’Alte transforma a serra num centro de resistência contra o domínio espanhol. Durante a guerra da Restauração recruta no seu morgadio um regimento de cavalaria que oferece a D. João IV. Como recompensa o rei fá-lo comandante e toma-o ao seu serviço. De finais do século XVII a finais do século seguinte a região desenvolve-se e Alte beneficia da sua situação mista de serra e barrocal e progride. No seu interior produz--se trigo em abundância mas o cereal falta na zona do litoral. Importada no século XVII a laranja doce é usada para o consumo local e para a exportação, tornando-se com o figo e o azeite das principais fontes de riqueza do morgadio de Alte. O laranjal da propriedade é irrigado com água da ribeira local, desviada para o Tanque Grande que foi mandado construir por Duarte Melo de Ribadeneyra, o Fidalgo d’Alte, em 1690. Esta designação é explicada por Isabel Raposo “Era assim chamado, segundo o Arquivo da Casa d’Alte pela riqueza que demonstrou na corte, muito dedicado à rainha, retirou-se para os seus territórios só depois da morte desta em 1683, pelas obras que realizou nos seus morgados (de Alte, Tôr, Salir e capela dos Melos) e pela sua preocupação em acudir às misérias do campo, de tal maneira que nas redondezas dos seus Estados não havia família que necessitasse nem pobre que pedisse. As obras que mandou fazer na ribeira de Alte permitiram regar não só o seu laranjal, como também uma grande baixa que distribuiu entre a gente do seu morgado.” A seguir à agricultura a principal ocupação das gentes de Alte era o esparto, muito apreciado no mercado regional, o esparto cresce espontânea e abundantemente no Algarve. O século XIX traz a Alte alguns sinais de modernidade como é o caso da ponte de Alte ou a estrada nacional, em macadame, que faz a ligação de Alte a Loulé.»
(Fonte: http://www.minhaterra.com.pt/template/detalheDescHistorico.php?intNivelID=2616&MINHA-TERRA=1d9c2e263f4839456d20...)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Plano de revitalização de Alte

Plano de Revitalização de Alte

Ver: http://helderfraimundo.blogspot.com/2005/04/entrevista-daniel-vieira-sobre-o-plano.html

Palacete do Conde de Alte

Actual edifício do Governo Civil de Faro foi construído sobre o antigo Palacete do Conde de Alte, em Faro.

O Antigo palacete do Conde de Alte foi adquirido para a instalação do Governo Civil tendo-se construído um novo edifício sobre este. Trata-se de um edifício de dois andares cuja fachada exibe uma composição simétrica com janelas de sacada no piso superior e de peitoril no térreo. Salienta-se o corpo central ladeado por um par de pilastras.

Cronologia:

Século XVIII: construção do Palacete do Conde de Alte
Em 1869: aquirido para instalação do Governo civil de Faro.
Séc. XIX, 2ª metade: construção do novo edifício sobre o palacete preexistente.





(Fonte: http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=3064)

Visconde de Alte nas negociações com a China sobre Macau, em 1922

Visconde de Alte nas negociações com a China sobre Macau, em 1922:

«(...) Em 1920, o governo de Macau assinou com o governo de Cantão um convénio, inconveniente para Macau, relativo ao porto interior. Mas, em 1922, na Conferência de Washington, os delegados portugueses, Visconde de Alte e Ernesto de Vasconcelos, quase conseguiram a solução do problema da delimitação, acabando, porém, por resolverem levar o assunto à Sociedade das Nações, pelo que ficou, mais uma vez, protelada a solução daquilo que a China se havia comprometido, no tratado de 1887. (...)»
(Fonte: http://www.portugal.pro.br/fag.html)

Visconde de Alte, Embaixador de Portugal em Washington, na revista TIME, 17-6-1929

«(...)Would other Embassies follow the British and go Dry? It seemed unlikely, though guests recalled that Jose de Horta Machado da Franca, Visconde d'Alte, the Portuguese Minister, was no server of "intoxicating beverages" at his entertainments, (...)»
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,723691-1,00.html

Visconde de Alte, Embaixador de Portugal em Washington, no New York Times, 1903

Notícia no jornal New York Times, edição de 19-9-1903, sobre ferimento provocado por um cão, na cidade de Boston (EUA), ao Visconde de Alte, então Embaixador de Portugal em Washington:


http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?res=9B00E1DD1439E433A2575AC1A96F9C946297D6CF

Visconde de Alte

Visconde de Alte, título criado por D. Maria II, Rainha de Portugal, em 1851.
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=75

1º Visconde de Alte:
Foi o 1º Conde de Alte: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=32568

2º Visconde de Alte:
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=38237

2º Visconde de Alte foi Embaixador de Portugal em Washington, no início do Século XX (era o Embaixador em 1908; em 1920 recebeu o padre Himalaia quando este esteve nos EUA, entre 1920 e 1922)

Conde de Alte

Genealogia do Conde de Alte:
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=76

1º Conde Alte:
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=32568

2º Conde de Alte:
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=6695

3º Conde de Alte:
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=7177


Conde Alte:
Rev. Cónego Dr. António José da Franca Melo de Horta Machado, Conde de Alte e de Marim, CM

Senhores do Morgado de Alte

Joane Mendes de Ataíde, senhor do Morgado de Alte (casou com Iria Barreto)
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=254445

Mécia Barreto, Senhora do Morgado de Alte, 1575 (filha de Joane Mendes de Ataíde e de Iria Barreto)
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=48978


Fontes: História Genealógica da Casa Real Portuguesa, D. António Caetano de Sousa, Atlântida-Livraria Editora, Lda, 2ª Edição, Coimbra, 1946.

Nobreza de Portugal

ALTE – Viscondes e Conde de
http://www.portuguesaebrasileira.com/nobreza.html

Do Feudalismo em diante, títulos nobiliárquicos conferidos pelo Rei ou recebidos por herança (por ordem hierárquica): Duque, Marquês, Conde, Visconde, Barão.
Príncipe - filho ou membro da família reinante.

CENÁRIOS – III Mostra de Teatro de Loulé - espectáculo em Alte

CENÁRIOS – III Mostra de Teatro de Loulé

«Durante o mês de Março, o concelho de Loulé recebe o evento “CENÁRIOS – III Mostra de Teatro de Loulé”. Vários espaços culturais vão receber encenações integradas no programa, apresentadas por oito companhias de teatro, com especial destaque para as companhias amadoras, mas também para três grupos profissionais.
(...) o “Auto do Curandeiro e outros Quadros”, encenado pelo Grupo de Teatro “Arte de Viver”, da Universidade Sénior de Loulé/Associação dos Amigos do Alentejo. Esta peça vai estar também na Casa do Povo de Alte, a 15 de Março, pelas 15:30 horas, e no Centro de Dia de Benafim, a 29 de Março, pelas 15:30 horas.
(...)
A 8 de Março, às 21:30 horas, a Associação “Os Barões, na Nave do Barão” vai ser palco de “O que é que eu vou fazer da Minha Vida”, uma produção do Teatro da Estrada de Alte. Este espectáculo pode ser visto também a 9 de Março, pelas 21:30 horas, no Cine-Teatro Louletano, e a 4 de Abril, à mesma hora, na Sociedade Recreativa e Cultural de Vale Judeu. (...)»

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Bispo de Algarve realiza Visita Pastoral à freguesia de Alte

«O Bispo de Algarve, D. Manuel Neto Quintas, vai visitar entre os dias 24 de Fevereiro e 9 de Março, quatro freguesias do interior do concelho de Loulé: Ameixial, Alte, Benafim, Querença e Tôr.»
(Fonte: Região Sul, 18-2-08)

Arredores de Santa Margarida

Vale (Poente)

Moinho de Santa Margarida / Curralões

Estrada para o Cerro e caminho para o Moinho

Aldeia do Arneiro e Aldeia da Macheira

Serra - Estrada do Vale das Poças

Serra e Barragens da Dona Clotilde (Norte)

Serra (Norte)

Dança Africana em Alte, em Agosto de 2007

Workshop African Dance, no Parque de Jogos Tradicionais, em Alte

http://www.youtube.com/watch?v=iw75mqE_9qE

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Linha de Muito Alta Tensão atravessa a Freguesia de Alte

Linhas de Alta Tensão em consulta pública: 15 freguesias dos concelhos de Alcoutim, Almodovar, Castro Marim, Tavira, Loulé e Silves

«Já está em consulta pública (de 12 Fevereiro a 4 Abril 2008)o Estudo de Impacto Ambiental para instalação das Linhas de Muito Alta Tensão e da Subestação de Tavira. São abrangidas 15 freguesias do Alentejo e Algarve.
Durante 38 dias úteis, de 12 de Fevereiro a 4 de Abril de o Resumo Não Técnico, do Estudo de impacto ambiental está em fase de consulta pública.
(...) Alte e Ameixial (Loulé) e São Bartolomeu de Messines (Silves) serão atravessadas pela infra-estrutura (...)»»
(Fonte: Observatório do Algarve, 15-2-08)

(Fonte: Estudo de Impacte Ambiental da Subestação de Tavira e Linhas da RNT associadas, incluindo nova interligação à Rede Eléctrica de Espanha. Estudo Prévio. Resumo Não Técnico, Janeiro 2008)
********
«A linha passará próximo da povoação de Gavião de Baixo e do lugar de Pissara, na freguesia de São Bartolomeu de Messines, concelho de Silves. O presidente da Junta local, Vítor Lourenço, diz que a autarquia vai auscultar os residentes, quase todos idosos, de forma a tomar uma posição sobre o assunto.
No concelho de Loulé, o traçado atravessa as freguesias de Alte e do Ameixial. A povoação mais próxima do corredor proposto é Zambujal. Seruca Emídio, presidente da Câmara, estranha que, “ao contrário do que era habitual, a autarquia não tenha sido consultada previamente”.»» (Fonte: Correio ds Manhã,16-02-08)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval de Alte - 2008

«Em Alte, numa das mais típicas freguesias do interior algarvio, o Carnaval faz-se com a chamada prata da casa. Os 14 carros alegóricos foram construídos pela população. O tema de cada carro é decidido pelos próprios foliões: há quem se vire para o romance, outros para a crítica política ou social. Uma das regras deste corso é não haver ovos, graxa ou balões de água porque, mesmo sendo Carnaval, há quem possa levar a mal.»
(Fonte: SIC online, 5-2-2008)

Para ver vídeo da notícia no Primeiro Jornal da SIC, 5-2-2008:
http://sic.sapo.pt/online/scripts/2007/videopopup.aspx?videoId={90384EFA-85B7-440B-9723-BBB4495DB97C}

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

História do antigo hospital de Loulé

«No reinado de Afonso V, surge hospital anexo à albergaria. Nos registos históricos, há notícia de que em 1471 funcionava, em Loulé, uma albergaria. No reinado de Afonso V, foi anexado a essa albergaria um hospital, para nele serem tratados os soldados doentes e feridos envolvidos nas expedições ao Norte de África. Nessa altura, o hospital foi baptizado com o nome de Nossa Senhora dos Pobres. Em meados do século XVI, foi instituída a Santa Casa da Misericórdia que, por ordem do rei D. Sebastião, passou a administrar o hospital. São seis séculos de história, onde ressaltam momentos de grande significado para as gentes louletanas. Em 1910, o Dr. José Bernardo Lopes foi nomeado facultativo municipal do concelho de Loulé com a obrigação de «prestar gratuitamente assistência aos seus doentes pobres. Em 10 de Maio de 1976, a Santa Casa da Misericórdia cortou o cordão umbilical com o hospital. Uma comissão instaladora assumiu a sua gestão. A partir de 20 de Março de 1984, a Comissão foi paulatinamente perdendo capacidade de fazer frente aos problemas quotidianos do Hospital, que não oferecia já as mínimas condições de funcionamento.
Em finais de 1992, iniciou-se a construção do novo Centro de Saúde de Loulé, facto que anunciou o encerramento do Hospital de Nossa Senhora dos Pobres como Centro de Saúde e como unidade hospitalar.»
(Fonte: Barlavento Online - Jornal de Informação Regional do Algarve, 2-02-2008)

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Alte

Jornal Regional.com - Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Alte, Eugénio Guerreiro: a sua visão sobre o futuro de Alte (1 Fev. 2008):

"Alte só tem olhos para os três vértices do futuro: Habitação, área de aptidão turística e vertente empresarial. A falta de espaço para a habitação é um problema muito antigo, não permitindo desta forma a fixação das populações, sobretudo a população mais jovem (...)"

Ver entrevista completa em:
http://www.jornalregional.com/?p=cfcd208495d565ef66e7dff9f98764da&distrito=&concelho=&op=noticia&n=ff33c130941d95ac47e2569c6b1a83ff

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Carnaval na Cortelha

«A Associação dos Amigos da Cortelha, freguesia de Salir, vai realizar no próximo dia 4 de Fevereiro, pelas 21:30 horas, o Baile de Carnaval, abrilhantado pelo Conjunto Sons do Sul. Como sempre acontece, terá lugar um concurso de máscaras, existindo prémios-surpresa para os mais originais.»
(Fonte: Jornal Regional.com, 30-1-2008)

Idosos da freguesia de Alte aprendem a evitar burlões

«A GNR em colaboração com a autarquia de Loulé e com as juntas de freguesia do interior, vai promover durante o próximo mês de Fevereiro o Programa Idosos em Segurança, que consiste em acções de preparação contra burlas. A iniciativa abrange as freguesias de Ameixial, Alte, Benafim, Salir, Querença e Tôr. As acções abordam o tema da segurança através de conselhos práticos de prevenção de burla, tanto em contexto de casa, como em contexto de rua. O objectivo é saber como proceder para evitar ser vítima de tentativa de burla.
A iniciativa está agendada para os seguintes locais e datas: Ameixial – 7 de Fevereiro, pelas 10:00 horas, nas instalações do Grupo Desportivo do Ameixial; Alte-19 de Fevereiro, pelas 11:00 horas, na Casa do Povo de Alte; Benafim – 22 de Fevereiro, pelas 14:00 horas, no Centro Comunitário; Benafim – 22 de Fevereiro, pelas 16:00 horas, na Associação de Caçadores; Alte – 23 de Fevereiro, pelas 14:00 horas, no Salão do Grupo Desportivo Serrano; Salir – 25 de Fevereiro, pelas 10:00 horas, no Centro Comunitário; Querença – 26 de Fevereiro, pelas 10:00 horas, no Salão de Festas da Casa do Povo; e Tôr – 29 de Fevereiro, pelas 10:00 horas, no Salão Paroquial.»
(Fonte: Jornal Região Sul, 30-1-2008)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Imagem de satélite de Santa Margarida

http://airport-images.com/city_2152285_Santa%20Margarida

Residentes em Santa Margarida vão pagar menos impostos em 2009

«Grande maioria das autarquias não vai baixar o IRS. Menos de 20 municípios, num total de 308, divulgaram a intenção de baixar o IRS aos munícipes. A medida só terá efeitos na bolsa dos contribuintes e nos orçamentos das câmaras em 2009, após um ano de transição. A Câmara de Loulé foi a terceira autarquia algarvia, depois de Alcoutim e Olhão, a anunciar a redução do IRS em dois pontos percentuais.Combater a desertificação nas zonas deprimidas da serra algarvia, como Querença, Tôr, Alte ou Ameixial, fixar mais população e novas empresas são alguns objectivos da redução do IRS em Loulé, aprovada por maioria, com os votos contra dos vereadores socialistas.»
(Fonte: Barlavento Online, Janeiro 2008)

Carnaval de Alte (2)

«Carnaval de Alte conta com nove carros alegóricos. O desfile de Carnaval de Alte vai realizar-se nos dias 3 e 5 de Fevereiro, entre as 15:00 e as 18:00 horas. À noite, pelas 21:30 horas, há bailes de Carnaval no salão da Casa do Povo de Alte.
Este ano, o evento conta com a participação de 9 carros alegóricos e 4 grupos de foliões. “Esta significativa quantidade de grupos participantes encherá a aldeia de Alte de folia e animação, onde há uma forte envolvência da comunidade local, pois muitas são as pessoas que colaboram directamente para esta realização”, refere a Freguesia de Alte.
Recorde-se que se trata de um Carnaval de cariz tradicional, pois toda a confecção e elaboração dos carros alegóricos e grupos de foliões é, exclusivamente, feita pelos grupos participantes, sem recurso a empresas especializadas na matéria.»

(Fonte: Região Sul, Janeiro 2008)

BTT nocturno passou por Santa Margarida - Agosto 2007

Fotografias do BTT nocturno
Algumas das fotografias disponíveis neste endereço foram tiradas no Largo das Lojas, em Santa Margarida, no dia 15 de Agosto de 2007.

Forum BTT
http://www.forumbtt.net/index.php?topic=23080.0;prev_next=next

Raid Cicloturismo Setúbal - Algarve, com passagem por Santa Margarida

Raid FPCUB Setúbal - Algarve, 21-22 de Abril de 2007

http://www.fpcub.pt/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=29&Itemid=2

Etapa 10. SÃO MARCOS DA SERRA – ALTE
A partir daqui tudo é novo.Por isso o esforço de reconhecimento teve de ser acrescido por forma a se cruzar longitudinalmente boa parte do Barrocal e Serra algarvios. Essa tarefa podia ser algo de muito penoso mas, felizmente, conseguimos suavizar a altimetria seguindo o curso de muitas ribeiras que seguem o seu curso com uma orientação poente – nascente, ou vice versa que são cruzadas inúmeras vezes a vau. É assim até se cruzar o rio Arade, também a vau, onde o relevo começa a acidentar gradualmente.
Após a passagem sob a A2 segue-se o curso da ribeira do Gavião passando por Vale Figueira, Marreiros e Corchica e, após se cruzar a mesma começa uma longa subida até Santa Margarida e daí a descida até Alte e por dentro desta localidade.
Aqui parece que a paisagem muda por completo e a opção de abordar Alte a partir do seu topo revela-se acertada já que, dessa forma, se capta toda a mística que converte esta terra numa das mais pitorescas e genuínas do Algarve, quiçá de Portugal. Boa parte da sua malha urbana é percorrida em sentido descendente num percurso de extrema agradabilidade, neste caso urbana.

Zona de Caça Municipal dos Estevais

MINISTÉRIOS DA AGRICULTURA, DESENVOLVIMENTO RURAL E PESCAS E DAS CIDADES, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E AMBIENTE

Portaria n.o 358/2004, de 5 de Abril

Com fundamento no disposto no artigo 25.o e no n.o 1 do artigo 114.o do Decreto-Lei n.o 227-B/2000,de 15 de Setembro, com as alterações introduzidas peloDecreto-Lei n.o 338/2001, de 26 de Dezembro;Ouvido o Conselho Cinegético Municipal de Silves: Manda o Governo, pelos Ministros da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, o seguinte:
1.o Pela presente portaria é criada a zona de caça municipal dos Estevais (processo n.o 3554-DGF), pelo período de seis anos, e transferida a sua gestão parao Clube dos Terríveis de Caça e Pesca de Santa Margarida, com o número de pessoa colectiva 504996924 e sede na Rua da Escola, Santa Margarida, Alte, 8100 Loulé.
2.o Passam a integrar esta zona de caça os terrenos cinegéticos cujos limites constam da planta anexa à presente portaria e que dela faz parte integrante, sitos na freguesia de São Bartolomeu de Messines, município de Silves, com a área de 3398 ha.
3.o De acordo com o estabelecido no artigo 16.o doDecreto-Lei n.o 227-B/2000, de 15 de Setembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.o 338/2001, de 26 de Dezembro, os critérios de proporcionalidade de acesso dos caçadores a esta zona de caça compreendem as seguintes percentagens:a) 20 % relativamente aos caçadores referidos na alínea a) do citado artigo 16.o;b) 55 % relativamente aos caçadores referidos na alínea b) do citado artigo 16.o;c) 20 % relativamente aos caçadores referidos na alínea c) do citado artigo 16.o;d) 5 % aos demais caçadores, conforme é referido na alínea d) do citado artigo 16.o
4.o As regras de funcionamento da zona de caça municipal não constantes desta portaria serão divulgadas pela entidade gestora nos locais do costume e, pelo menos, num jornal de expansão nacional.
5.o As restantes condições de transferência de gestão,encontram-se definidas no plano de gestão aprovado pela respectiva direcção regional de agricultura, o qual se dá aqui como reproduzido.
6.o A zona de caça criada pela presente portaria pro duz efeitos, relativamente a terceiros, com a instalação da respectiva sinalização.
7.o A sinalização da zona de caça deve obedecer aodisposto na alínea b) dos n.os 2.o e 3.o e nos n.os 4.oa 7.o da Portaria n.o 1103/2000, de 23 de Novembro,e ainda no n.o 8.o da Portaria n.o 1391/2002, de 25 deOutubro.
8.o A presente portaria produz efeitos a partir do dia 1Março de 2004.
Pelo Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rurale Pescas, João Manuel Alves Soares, Secretário de Estado das Florestas, em 2 de Fevereiro de 2004.
Pelo Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Joaquim Paulo Taveira de Sousa, Secretário de Estado do Ordenamento do Território, em 16 de Março de 2004.»

sábado, 19 de janeiro de 2008

Carnaval de Alte

«A típica aldeia de Alte também tem tradições carnavalescas. Quem nestes dias se deslocar ao interior do Algarve vai poder apreciar um desfile muito característico na zona mais central da aldeia.

O corso decorre no domingo Gordo e terça-feira de Entrudo, a partir das 15h00. Em ambos os dias, às 21h30, haverá um Baile de Foliões na Casa do Povo, com um Concurso de Máscaras e entrega dos prémios aos participantes.»

(Fonte: Observatório do Algarve, 2008)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Cinema em Alte

Cinema em Alte (Loulé) com o filme “A canção de Lisboa”, de Cottinelli Telmo. A sessão é na Casa do Povo de Alte, dia 18, às 15h30.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Selecção de Futsal Feminino do Algarve tem 2 jogadoras de Alte

Futsal feminino
9ª Edição do Torneio Inter-Associações de futsal feminino na categoria de Sub 19, torneio em que também está presente a selecção do Algarve, que integra o Grupo D, conjuntamente com Lisboa e Évora.
As jovens algarvias entram em competição amanhã, sexta-feira, dia 11 Janeiro 2008, às 9h00, defrontando a sua congénere de Lisboa.
Na parte da tarde, às 16h00, medirão forças com o seleccionado de Évora.
Jogadoras convocadas:
S. Pedro de Faro (3): Ana Jóia, Joana Gouveia e Carolina Damasceno
CHE Lagoense (2): Joana varela e Daniela Vicente
Centro de Alte (2): Micaela Lopes e Joana Guerreiro
Silves (2): Márcia Vicente e Joana Oliveira
Machados (1): Maria Alves
Padernense (1): Sara Ferrão
Putos da Rua (1): Ana Filipa Santos
(Fonte: Barlavento Online -Jornal de Informação Regional do Algarve, 10-1-2008)

sábado, 12 de janeiro de 2008

Santa Margarida e arredores


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(Fonte: Live Search Maps)

Rocha da Pena - Sítio classificado




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(Fonte: Câmara Municipal de Loulé)

Fonte Benémola



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(Fonte: Câmara Municipal de Loulé)

Alte - Aldeia Cultural (3)






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(Fonte: Câmara Municipal de Loulé)

Alte - Aldeia Cultural (2)


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(Fonte: Câmara Municipal de Loulé)

Alte - Aldeia Cultural (1)


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(Fonte: Câmara Municipal de Loulé)

Lenda da Capela de São Luís - Alte

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(Fonte: Casa da Memória de Alte - Posto de Turismo)

Lenda da Igreja de Alte

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(Fonte: Casa da Memória de Alte - Posto de Turismo)



Jornal Ecos da Serra

ECOS DA SERRA
Periodicidade mensal.
Propriedade da Associação Pró-Beneficiência e Progresso de Alte.
Directora: Drª Maria de Lourdes Madeira
Rua da Igreja, nº 12
8100-016 Alte


Mapa da Freguesia de Alte


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(Fonte: Câmara Municipal de Loulé)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Bom Ano 2008

O Jornal de Santa Margarida deseja um Bom Ano de 2008 para todos os seus leitores/as.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Bom Ano 2008

O Jornal de Santa Margarida deseja aos seus leitores um Bom Ano 2008

Foto JSM (figueira do Avô Zé, no Reguengo)




Visita a Loulé - Salir

Visita a Loulé - Salir

««Loulé, no coração do Barrocal, é uma terra de artesanato e de grande dinâmica comercial organizada em torno do mercado, tão ao gosto Árabe. Nas lojas que rodeiam as muralhas ainda se descobrem artesãos no seu labor. Com uma mestria ímpar, saem cestos e tapetes de palmeira-anã, cintos, malas e peças em cobre e latão.
Começamos por visitar as Muralhas do Castelo (1), de origem Árabe, reconstruídas no séc. XIII e que ainda hoje se podem ver com as suas três torres de alvenaria. No pátio encontram-se algumas pedras medievais, um poço e o arco da antiga porta de ligação à povoação. Também aqui podemos visitar a Igreja Matriz (2), uma construção Gótica do séc. XIII com um interior de três naves. A torre sineira é proveniente da adaptação de um minarete muçulmano. Se o tempo correr devagar, é de visitar o Museu Municipal, onde se encontram colecções sobre etnografia e arqueologia. No centro da cidade visitamos ainda o Convento do Espírito Santo (3), onde está instalada a Galeria de Arte Municipal. Na saída para Boliqueime, seguindo a EN 270, avista-se à esquerda a Mãe Soberana (4), num outeiro servindo de miradouro sobre a cidade, os campos e o mar. Este é um magnífico monumento do séc. XVI, estilo Renascença, dedicado a N. Sra. da Piedade, padroeira de Loulé.
Voltamos a entrar em Loulé para apanhar a EN 396 em direcção à aldeia de Querença, situada na transição entre o Barrocal e a Serra. Lá bem no alto encontra-se a pequena e bonita Igreja (5), que data do séc. XVI e exibe um belo portal Manuelino. Frente à Igreja ergue-se o Cruzeiro (6) em pedra. Ainda na aldeia fabrica-se um dos mais apreciados chouriços da região e as bonecas de trapos (7), com os trajes tradicionais representando várias profissões. Ali perto, em Pombal, fazem-se deliciosos gelados (8), à base de produtos naturais.
No património natural há três locais a não perder. Para os que gostam de andar a pé, o Cerro dos Negros (404m), logo à saída de Querença, oferece um amplo panorama sobre o litoral. Outro local de grande beleza natural a não perder é a Fonte Filipe (9), no curso da Ribeira das Mercês, onde se podem visitar as grutas, cujas águas têm propriedades terapêuticas. Já os amantes da fauna e da flora encontram no parque da Fonte Benémola (10), Sítio Classificado pelo ICN, espécies vegetais pouco comuns no Algarve: salgueiros e freixos, além dos loendros, chopos e tamargueiras; e a vegetação típica do Barrocal algarvio: o alecrim, o rosmaninho, o tomilho, a esteva, o zambujeiro, o sobreiro e a alfarrobeira. Na fauna destacam-se a lontra, uma grande diversidade de aves e algumas colónias de morcegos. Da Fonte Benémola seguimos em direcção à aldeia da Tôr, atravessando a ponte sobre a Ribeira de Algibre. Ao chegar ao cruzamento com a estrada 525 que vem de Loulé, viramos à direita em direcção a Salir. Um pouco antes de chegar a esta vila encontra-se à esquerda um desvio para a Nave do Barão, onde existe um percurso pedestre sinalizado no terreno.»»

(Fonte: Portal de Turismo do Algarve, 2007 - http://www.visitalgarve.pt)

Visita a Salir - Alte - S. Bartolomeu de Messines

Visita Salir - Alte - S. Bartolomeu de Messines

««A vila de Salir espalha o seu casario branco pela colina, envolvendo as ruínas do castelo. As ruas estreitas, as paredes caiadas e as flores das casas dão-lhe um toque de tranquilo viver. As escavações arqueológicas do castelo supõem-na habitada pelos Celtas, mas foram os Árabes que a fizeram crescer durante o período da ocupação Almoada, no séc. XII. São deles as ruínas do Castelo de Salir (11), um importante património arqueológico que brevemente irá ter à disposição do público as infra-estruturas adequadas para a sua interpretação.
Deixamos Salir em direcção a Alte pela estrada EN 124, mas logo viramos em direcção à Rocha da Pena (12), Sítio Classificado pelo ICN e excelente para a prática do pedestrianismo e de desportos radicais, como parapente ou escalada. Tomamos a estrada 503 até à Cortinhola. Aqui fazemos uma pequena rota até ao Malhão (13), onde existe um excelente miradouro sobre a serra e um templo budista. Continuando na estrada 542 segue-se até ao Azinhal onde se desvia para Sarnadas, em direcção a Alte. Os terrenos que atravessamos fazem parte da Quinta do Freixo (14), uma propriedade agrícola, com reserva de caça, agro-turismo e produtos agro-alimentares biológicos. Paramos nas Sarnadas para apreciar a gastronomia local e ouvir o Sr. Joaquim, um excelente contador de histórias. Continuando em direcção a Alte, desviamos para subir os 467m da Rocha dos Soidos (15), um miradouro natural com uma paisagem sobre o ondulado da serra e tendo o mar no horizonte sul.
Chegamos a Alte, uma aldeia com vestígios de ocupação Romana e onde a cultura Árabe marcou decisivamente a arquitectura local.
Do património cultural de Alte há a destacar a Igreja Matriz (16), rica pela sua talha e azulejaria Barrocas, abóbada Quinhentista, portal e pias baptismais Manuelinos e a Igreja de São Luís. Recomendamos uma visita à Casa Memória D’Alte, onde funciona o Posto de Turismo local, que dispõe de informações sobre percursos dentro e fora da aldeia.
Ponto de referência para qualquer visitante é o som das águas da Ribeira de Alte. Aí encontramos o ex-libris da aldeia: as Fontes (17), Fonte Pequena e Fonte Grande. Estas nascentes de água, que durante séculos moveram os nove moinhos existentes ao longo do seu curso e serviram para abastecer a população local, estão hoje convertidas num local muito aprazível para piqueniques e banhos, pois possui uma represa em forma de piscina natural.
A poucos quilómetros de Alte, na direcção de Santa Margarida, há um desvio para a Torre, onde se pode visitar uma cooperativa de produção artesanal de brinquedos em madeira.»»

(Fonte: Portal de Turismo do Algarve, 2007 - http://www.visitalgarve.pt)

Igreja Matriz de Alte (2)

Igreja Matriz de Alte

«Templo religioso fundado no fim do século XIII, como capela particular, por dona Bona, devota de Nossa Senhora da Assunção. A sua construção terá sido ordenada pela mulher do segundo Senhor de Alte, que assim agradeceu o regresso do esposo da VIII Cruzada à Palestina. No interior, destaca-se o retábulo barroco da capela de Nossa Senhora do Carmo e os retábulos dos altares laterais, de estilo rococó. A capela-mor é revestida por um conjunto de azulejos figurativos de estilo barroco.» (http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=3304)




««Dona Bona, mulher de Garcia Mendes de Ribadaneyra, 2° senhor de Alte e 1° vidama do Algarve, terá fundado nos finais do século XIII, a igreja matriz, consagrada a Nossa Senhora da Assunção, "em acção de graças por seu esposo ter regressado da oitava cruzada à Palestina " (Isabel Raposo, Alte na roda do tempo, ed. Casa do Povo de Alte, 1995, p. 134).

O templo então construído refere-se seguramente a uma capela particular, que não estava sujeita a jurisdição do Bispo de Silves nem à Ordem Militar de Santiago, detentora do padroado dos templos existentes no termo de Loulé. Só assim se justifica não vir incluída na listagem dos benefícios taxados em 1321 respeitantes a templos localizados no bispado do Algarve.

Na Visitação da referida Ordem, de 1517-1518, é indicado a propósito do templo actualmente correspondente à igreja matriz: " achámos, por informação que disso tomámos, que a dita ermida foi fundada de novo pelos moradores de redor dela e eles a tornaram a fazer de novo como está e se faz à custa deles "(Suplemento da Revista Al'ulya, n° 5, 1996, p. 94).

Em 1534, na Visitação seguinte, continua a ser uma ermida pertencente a freguesia de S. Clemente de Loulé, cujo mordomo, Jerónimo Matoso, é morador na aldeia de Alte ( As Visitações da Ordem de Santiago ás Igrejas do Concelho de Loulé. Ed. SEC.-Faro,1993 ).

Finalmente, em 1554, já é referida pelos Visitadores de Santiago como Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e correspondentemente como sede de freguesia. (Visitação de Igrejas Algarvias da Ordem de Santiago de 1554, Ed. ADEIPA, Faro,1988).

O terramoto de 1755 provocou alguns danos neste templo, que prontamente foram reparados, destacando-se a abertura de dois óculos elípticos no frontispício e a renovação da ornamentação interior de diversas capelas.

A última grande campanha de obras foi realizada em 1829. Os responsáveis tiveram a preocupação de a sinalizar convenientemente, colocando dois algarismos dessa data de cada lado da tarja que remata o portal principal. Vejamos as intervenções então realizadas: no frontispício da igreja - a construção de uma nova empena em massa e a abertura de um janelão emoldurado de cantaria e rematado por um frontão triangular; no interior do templo - o engrossamento com argamassa das arcarias e das colunas, incluindo embasamentos, fustes e capitéis e a colocação de novos retábulos de madeira em diversas capelas.

Inexplicavelmente, o templo que estava a ser concluído em l 518, já com três naves, foi reconstruído por volta de 1538, sendo então utilizado o formulário manuelino. Sobrevivem como interessantes testemunhos dessa época a cobertura abobadada da capela-mor "com três arcos e represas de pedraria" e o portal principal "com seu sobrearco e pilares de pedraria (...) e nele uma tarja com uma cruz e os Mistérios da Paixão".

Em 1554 as obras estavam praticamente prontas, faltando somente terminar o campanário, cujo portal de acesso, de verga recta com diversos emolduramentos perspectivados, já utiliza as normas renascentistas. Deste período era também o retábulo da capela-mor, já desaparecido, que constituía um interessante exemplar da talha algarvia, de marcenaria.

As quatro capelas laterais do lado do evangelho foram ornamentadas com talha entre 1751 e 1789, período em que vigorou na região algarvia o formulário Rococó.

Desses retábulos sobressai o da capela do Morgado, em cujo remate se ostenta o brasão dos Condes de Alte. Trata-se do exemplar mais erudito, com planta em perspectiva côncava, estrutura tetrástila com banco, corpo e ático. As colunas têm o fuste compósito e o vocabulário ornamental acusa duas fases distintas, uma com concheados e cabeças de anjos e outra mais tardia, provavelmente resultante de uma intervenção oitocentista.

Os restantes retábulos são mais modestos, parecendo ter sido executados pela mesma oficina, de modesto estatuto. Apresentam planta plana ou recta, estrutura tetrástila mas sem colunas, prolongando-se a talha pelo arco.

Dos nove retábulos que ornamentam as capelas deste templo, somente o de Nossa Senhora do Monte do Carmo se integra na época barroca, tendo sido construído entre 1735 e 1751, período em que vigorou na região algarvia formulário `joanino".

Desconhece-se o responsável pelo risco e pela feitura da talha. Trata-se, no entanto, de um artista farense de muita cotação, provavelmente Tomé da Costa, genro e continuador da oficina de Manuel Martins.

Apesar de se tratar de um exemplar de modestas dimensões, utiliza a tipologia mais frequente no Algarve: planta plana, composição tetrástila com banco, corpo e ático. A ornamentação utiliza principalmente a folhagem de acanto, tratada com exuberância. As colunas têm o fuste compósito, prenúncio da transição para o Rococó.

Num anexo da igreja matriz, onde se expõe um pequeno núcleo museológico de arte sacra, encontram-se duas tábuas maneiristas, que parecem cobrir pintura muito mais antiga. Representam S. Lourenço e S. João Baptista, necessitando ambas de uma urgente intervenção de conservação e consolidação.

Devem ter pertencido ao retábulo outrora existente na capela lateral do lado da epístola, dedicado a S. Sebastião, tendo sido substituídas no século XIX por telas com representações idênticas.

Apesar de se desconhecer a identidade do mestre que as pintou, elas foram seguramente executadas, nos finais do século XVI, por uma oficina local, provavelmente sediada na cidade de Tavira, pois apresentam semelhanças com uma tábua existente na Igreja Matriz de Santiago desta cidade.

O intradorso da capela lateral do lado da epístola, dedicada a S. Sebastião, está revestido com azulejos de superfície lisa, de padrão polícrome, identificados por Santos Simões como exemplares de fabricação sevilhana do último quartel do século XVI, misturados com alguns exemplares da primeira metade do século XVI.

A escadaria de acesso ao púlpito foi revestida com azulejos figurativos reaproveitados da capela de Nossa Senhora do Carmo, provavelmente após o terramoto de 1755.

Os azulejos mais interessantes encontram-se nas paredes laterais e na cobertura da capela-mor. Representam anjos músicos rodeados por nuvens e cabeças de serafins. Foram colocados neste templo na primeira metade do século XVIII, provavelmente pelos irmãos Borges, os principais assentadores.»»

(Fonte: Câmara Municipal de Loulé - http://www.cm-loule.pt)