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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte
domingo, 22 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Galeria de fotos antigas no portal da Junta de Freguesia de Alte
Galeria de fotos antigas no portal da Junta de Freguesia de Alte
http://jf-alte.pt/index.php?option=com_joomgallery&func=viewcategory&catid=1&Itemid=83
http://jf-alte.pt/index.php?option=com_joomgallery&func=viewcategory&catid=1&Itemid=83
terça-feira, 1 de junho de 2010
Lenda de Santa Margarida
Lenda de Santa Margarida
«A aldeia de Santa Margarida era antigamente denominada por Vila Verde do Vale e era a aldeia mais relevante destes arredores. Acerca desta aldeia conta-se que havia uma rapariga, chamada Margarida, muito bonita e de famílias pobres que queria ser freira, mas o seu pai tinha planos mais ambiciosos para ela. Pois este queria que ela se casasse com o filho de um rico lavrador da zona. Margarida nunca aceitou as exigências do pai, pois ela achava que tinha vocação para servir a Deus e não queria casar com ninguém.
Para castigar a filha e para que ela mudasse a sua decisão, ele mandava Margarida ir sozinha para o mato apanhar palmas. Mas mesmo assim, Margarida nunca mudou de ideia. Um dia o pai resolveu seguir a filha para saber se não haveria outro motivo que a levasse a aceitar os castigos que ele lhe dava, sem que ela se queixasse sequer. Aí, ele viu Margarida a apanhar as palmas, quando subitamente surge na sua frente uma serpente gigante. Muito assustada, Margarida recuou, mas logo no mesmo instante apareceu uma luz do céu e ouviu uma voz divina que lhe disse:
“- Não tenhas medo Margarida! Põe-lhe o pé em cima que ela não te faz mal.”
E assim foi. Desde esse dia o pai de Margarida nunca mais a castigou, pois tinha constatado com os seus próprios olhos que ela era uma Santa.
A notícia espalhou-se rapidamente, e a aldeia passou a ser conhecida por Santa Margarida e conserva esse nome ainda hoje.»
(Fonte: Junta de Freguesia de Alte, Portal, 2010)
«A aldeia de Santa Margarida era antigamente denominada por Vila Verde do Vale e era a aldeia mais relevante destes arredores. Acerca desta aldeia conta-se que havia uma rapariga, chamada Margarida, muito bonita e de famílias pobres que queria ser freira, mas o seu pai tinha planos mais ambiciosos para ela. Pois este queria que ela se casasse com o filho de um rico lavrador da zona. Margarida nunca aceitou as exigências do pai, pois ela achava que tinha vocação para servir a Deus e não queria casar com ninguém.
Para castigar a filha e para que ela mudasse a sua decisão, ele mandava Margarida ir sozinha para o mato apanhar palmas. Mas mesmo assim, Margarida nunca mudou de ideia. Um dia o pai resolveu seguir a filha para saber se não haveria outro motivo que a levasse a aceitar os castigos que ele lhe dava, sem que ela se queixasse sequer. Aí, ele viu Margarida a apanhar as palmas, quando subitamente surge na sua frente uma serpente gigante. Muito assustada, Margarida recuou, mas logo no mesmo instante apareceu uma luz do céu e ouviu uma voz divina que lhe disse:
“- Não tenhas medo Margarida! Põe-lhe o pé em cima que ela não te faz mal.”
E assim foi. Desde esse dia o pai de Margarida nunca mais a castigou, pois tinha constatado com os seus próprios olhos que ela era uma Santa.
A notícia espalhou-se rapidamente, e a aldeia passou a ser conhecida por Santa Margarida e conserva esse nome ainda hoje.»
(Fonte: Junta de Freguesia de Alte, Portal, 2010)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Estação Arqueológica Cerca do Zambujal
«Neste local foram encontrados inúmeros elementos que comprovam a presença Romana. Constitui uma estação arqueológica de considerável interesse, por pesquisar. Nela foram encontrados restos de estruturas, fragmentos de vasos, um silicénio e uma necrópole.»
(Fonte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8239)
(Fonte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8239)
Necrópole - Lugar da Fonte Santa
«No lugar da Fonte Santa, freguesia de Alte, Estácio da Veiga identificou vestígios de uma necrópole da Idade do Bronze. Esta continha sepulturas de pequeno porte, apresentando planta quadrangular e constituidas por lajes toscas. As lajes encontravam-se dispostas da seguinte forma: 2 em paralelo nos topos e 2 nos lados. Todas as sepulturas continham vasos cerâmicosde bojo dilatado, e algumas delas instrumentos de cobre e pedra.»
(Fonte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8236)
(Fonte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8236)
Rocha Amarela
«Aldeia situada na freguesia de Alte, concelho de Loulé. Possui um pequeno número de construções, que se dividem entre, casas de habitação, anexos agrícolas e armazéns, todas elas em ruínas. Está completamente deserta desde a década de 70.»
(Fonte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8565)
(Fonte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8565)
Vila Verde do Vale (actual Santa Margarida)
Vila Verde do Vale (Alte)
«Segundo a tradição oral terá existido neste local, actualmente denominado por Santa Margarida, uma Villa Romana. A descoberta de objectos datados do mesmo período, tais como, vasos inteiros e uma pequena escultura, veio reforçar a ideia.»
FOnte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8237)
«Segundo a tradição oral terá existido neste local, actualmente denominado por Santa Margarida, uma Villa Romana. A descoberta de objectos datados do mesmo período, tais como, vasos inteiros e uma pequena escultura, veio reforçar a ideia.»
FOnte: Ministério da Cultura - http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?contexto=200222&id=8237)
Sepultura do Cerro das Pedreiras
Sepultura do Cerro das Pedreiras (Alte)
«No Cerro das Pedreiras (Alte) foi encontrada uma sepultura, datada do período Romano. Esta continha ossos, um jarro de cerâmica, um pote e um anel de bronze. A maior parte deste espólio acabou por se perder.»
(Fonte: Ministério da Cultura . http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=8240#)
«No Cerro das Pedreiras (Alte) foi encontrada uma sepultura, datada do período Romano. Esta continha ossos, um jarro de cerâmica, um pote e um anel de bronze. A maior parte deste espólio acabou por se perder.»
(Fonte: Ministério da Cultura . http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=8240#)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
População e Habitação em Alte, em 1900

Habitação (nº fogos) = 1197
População residente = 4907
População presente = 4857
Homens = 2502
Mulheres = 2355
Naturais do concelho Loulé = 4783
Naturais de outros concelhos do distrito = 48
Naturais de outros locais = 26
Estrangeiros = 0
Analfabetos:
Homens = 2304
Mulheres = 2180
Sabem ler (e escrever):
Homens = 198
Mulheres = 175
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
População e Habitação em Alte, em 1890


Habitação (nº fogos) = 666
População residente = 2968
População presente = 2930
Homens = 1497
Mulheres = 1433
Naturais do concelho Loulé = 2884
Naturais de outros concelhos do distrito = 41
Analfabetos:
Homens = 2019
Mulheres = 2058
Sabem ler:
Homens = 1
Mulheres = 2
Sabem ler e escrever:
Homens = 181
Mulheres = 139
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
População da Freguesia de Alte, em 1878
População residente na Freguesia de Alte, em 1 de Janeiro de 1878
População total = 3940 (3793, sem contar com os temporariamente ausentes)
Homens = 2013 (1900)
Mulheres = 1927 (1893)
Nº pessoas "Sabe ler e escrever" = 253 (H = 163; M = 90)
Nº pessoas "Sabe ler" = 59 ( H = 30; M = 29)
Nº pessoas "Não sabe ler nem escrever" = 3490 (H = 1716; M = 1774)
Taxa de analfabetismo = 89,9%
Nº de fogos (habitações) = 846
População total = 3940 (3793, sem contar com os temporariamente ausentes)
Homens = 2013 (1900)
Mulheres = 1927 (1893)
Nº pessoas "Sabe ler e escrever" = 253 (H = 163; M = 90)
Nº pessoas "Sabe ler" = 59 ( H = 30; M = 29)
Nº pessoas "Não sabe ler nem escrever" = 3490 (H = 1716; M = 1774)
Taxa de analfabetismo = 89,9%
Nº de fogos (habitações) = 846
Fonte: INE - Censo da População, 1878(Clique na figura para ver o quadro ampliado)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
População e Habitação na Freguesia de Alte, em 1864
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Loulé dedica Novembro a António Aleixo
«No mês em que se assinala a morte do poeta popular António Aleixo, o Museu de Loulé inclui uma homenagem ao autor na programação. A peça museológica do mês do Museu de Loulé, em Novembro, é o conjunto de mesa e cadeira onde habitualmente o poeta António Aleixo se sentava no Café Calcinha, doação de José Domingos Cavaco Júnior.
Também em homenagem ao poeta, o Grupo de Teatro Arte de Viver da Universidade Sénior apresenta a peça “Auto do Curandeiro”, baseada na obra de António Aleixo, dia 16, às 18h00, na Santa Casa da Misericórdia de Loulé.
António Aleixo nasceu, em Vila Real de Santo António, a 18 de Fevereiro de 1899 e morreu, em Loulé, a 16 de Novembro de 1949. Descendente de uma família humilde, o pai do poeta, natural da freguesia de S. Clemente (Loulé), era tecelão e tornou-se também conhecido pelo jeito como fazia e dizia quadras populares.
António Aleixo andou nas lides do campo, foi tecelão, soldado, polícia, vendedor de cautelas e gravatas e emigrante em França, no entanto tornou-se conhecido no meio social como poeta, autor de quadras repentinas, caracterizadas pela crítica social e pelo retrato de situações que observava no seu quotidiano.
O Café Calcinha é indissociável da obra de Aleixo e hoje junto à esplanada ergue-se uma estátua de homenagem ao poeta, da autoria de Lagoa Henriques.
(...) No dia 20, às 21h00, as atenções estão centradas na aldeia de Alte, no Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte, num serão musical com os “Velhos da Torre”.»
(Fonte: Observatório do Algarve, 27-10-2009)
Também em homenagem ao poeta, o Grupo de Teatro Arte de Viver da Universidade Sénior apresenta a peça “Auto do Curandeiro”, baseada na obra de António Aleixo, dia 16, às 18h00, na Santa Casa da Misericórdia de Loulé.
António Aleixo nasceu, em Vila Real de Santo António, a 18 de Fevereiro de 1899 e morreu, em Loulé, a 16 de Novembro de 1949. Descendente de uma família humilde, o pai do poeta, natural da freguesia de S. Clemente (Loulé), era tecelão e tornou-se também conhecido pelo jeito como fazia e dizia quadras populares.
António Aleixo andou nas lides do campo, foi tecelão, soldado, polícia, vendedor de cautelas e gravatas e emigrante em França, no entanto tornou-se conhecido no meio social como poeta, autor de quadras repentinas, caracterizadas pela crítica social e pelo retrato de situações que observava no seu quotidiano.
O Café Calcinha é indissociável da obra de Aleixo e hoje junto à esplanada ergue-se uma estátua de homenagem ao poeta, da autoria de Lagoa Henriques.
(...) No dia 20, às 21h00, as atenções estão centradas na aldeia de Alte, no Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte, num serão musical com os “Velhos da Torre”.»
(Fonte: Observatório do Algarve, 27-10-2009)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O folclore regressa às origens em Alte
«O segundo sábado do mês de Agosto vai ser um regresso ao passado na tradicional aldeia de Alte, no concelho de Loulé.
Organizando um Festival de folclore, esta XXV Cerimónia Tradicional de Casamento com Boda irá com certeza animar tudo e todos os que visitem esta aldeia no dia 8.
Com abertura oficial marcada para as 18:00 horas naquele que será o início da Boda na Fonte Grande, a festa prolongar-se-à noite dentro, sendo que às 21:00 horas será realizado um desfile após o "casamento".
Este Festival de Folclore vai ainda contar com a presença do Grupo Folclórico da Lituânia, do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte, do Rancho Tradicional de Campo, natural de Campo Valongo, no norte do país e de um rancho da região de Leiria. Estará ainda presente o Grupo Folclórico de Tregosa.
Durante o Festival, mais precisamente durante a Boda, vai estar disponível uma grande variedade de bons exemplares da gastronomia tradicional algarvia, num evento que terá entrada livre e que é organizado pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte, com o apoio da Câmara de Loulé.»
(Fonte: Região Sul, 30-07-2009)
Organizando um Festival de folclore, esta XXV Cerimónia Tradicional de Casamento com Boda irá com certeza animar tudo e todos os que visitem esta aldeia no dia 8.
Com abertura oficial marcada para as 18:00 horas naquele que será o início da Boda na Fonte Grande, a festa prolongar-se-à noite dentro, sendo que às 21:00 horas será realizado um desfile após o "casamento".
Este Festival de Folclore vai ainda contar com a presença do Grupo Folclórico da Lituânia, do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte, do Rancho Tradicional de Campo, natural de Campo Valongo, no norte do país e de um rancho da região de Leiria. Estará ainda presente o Grupo Folclórico de Tregosa.
Durante o Festival, mais precisamente durante a Boda, vai estar disponível uma grande variedade de bons exemplares da gastronomia tradicional algarvia, num evento que terá entrada livre e que é organizado pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte, com o apoio da Câmara de Loulé.»
(Fonte: Região Sul, 30-07-2009)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Pólo Museológico de Alte
«A obra e o espólio pessoal do poeta Cândido Guerreiro serão a base do novo Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte, que será hoje inaugurado na terra que o viu nascer.
Todo o espólio do autor algarvio, incluindo a sua biblioteca pessoal, correspondência e textos originais, poderá ser conhecido neste equipamento cultural da aldeia de Alte, no interior do concelho de Loulé.
Ao mesmo tempo, o pólo vai também divulgar a história dos Condes de Alte, família histórica desta aldeia e cuja casa foi recuperada para acolher o novo espaço cultural.
A recuperação e ampliação deste edifício teve em conta a sua carga histórica e houve o cuidado de manter a traça original, apesar de terem sido incluídos alguns elementos mais modernos.
Segundo o chefe da Divisão de Cultura e História Local da Câmara de Loulé Luís Guerreiro, a criação deste pólo pretende não só divulgar aos visitantes a obra de Cândido Guerreiro, a sua vida e a história da família dos Condes de Alte, mas também ser um elemento cultural dinamizador desta aldeia.
«Vamos promover várias actividades, que estão actualmente a ser pensadas. Todas as semanas, haverá um dia em que o Pólo estará aberto até à meia-noite, para permitir que aqui sejam realizados eventos dirigidos à população local», revelou Luís Guerreiro. «Queremos que este seja um espaço vivo e com dinâmica, onde os habitantes se revejam», resumiu.
Hoje, às 17h30, além da inauguração do novo espaço cultural, será lançada uma mostra sobre a vida e obra de Cândido Guerreiro, que se juntará à exposição permanente com o seu espólio.
No futuro, serão promovidas outras mostras temporárias, «nas áreas da música, dança, traje, teatro popular e iconografia rural, com elementos recolhidos pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alte, ao longo de mais de 60 anos da sua existência», segundo a Câmara de Loulé.
«Cândido Guerreiro é considerado um dos maiores poetas portugueses da primeira metade do século XX. As suas obras, hoje em dia, estão todas praticamente esgotadas. Quem quiser conhecer a sua obra tem dificuldade em comprar livros, que já só se encontram em alfarrabistas», revelou Luís Guerreiro.
Assim, acredita, «é urgente reeditar» os livros do poeta algarvio e este novo pólo museológico «pode ter esse papel». Um papel que terá certamente é o de dar a conhecer a obra do poeta, bem como uma visão sobre quem era o homem por detrás da caneta.
No novo museu estará exposta, por exemplo, uma carta de Aristides Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus que salvou dezenas de milhar de judeus do Holocausto, na II Guerra Mundial, bem como edições com dedicatórias de autores como Teófilo Braga e Manuel Teixeira Gomes, entre outros.
E o novo pólo museológico louletano até vai receber uma ajuda de uma entidade sedeada numa freguesia vizinha, na divulgação da vida e obra deste poeta, já que a Fundação Manuel Viegas Guerreiro, de Querença, prepara-se «para lançar uma fotobiografia de Cândido Guerreiro».
Outra vertente deste espaço cultural é a da história dos Condes de Alte, que está intimamente ligada à aldeia. Esta foi uma família de diplomatas, alguns dos quais ocuparam lugares de destaque, nomeadamente como embaixadores de Portugal.
A recuperação da casa dos Condes de Alte e a sua transformação em Pólo Museológico foi uma iniciativa da Câmara de Loulé e custou cerca de 400 mil euros.»
Fonte: Barlavento Online, 30-4-2009.
Todo o espólio do autor algarvio, incluindo a sua biblioteca pessoal, correspondência e textos originais, poderá ser conhecido neste equipamento cultural da aldeia de Alte, no interior do concelho de Loulé.
Ao mesmo tempo, o pólo vai também divulgar a história dos Condes de Alte, família histórica desta aldeia e cuja casa foi recuperada para acolher o novo espaço cultural.
A recuperação e ampliação deste edifício teve em conta a sua carga histórica e houve o cuidado de manter a traça original, apesar de terem sido incluídos alguns elementos mais modernos.
Segundo o chefe da Divisão de Cultura e História Local da Câmara de Loulé Luís Guerreiro, a criação deste pólo pretende não só divulgar aos visitantes a obra de Cândido Guerreiro, a sua vida e a história da família dos Condes de Alte, mas também ser um elemento cultural dinamizador desta aldeia.
«Vamos promover várias actividades, que estão actualmente a ser pensadas. Todas as semanas, haverá um dia em que o Pólo estará aberto até à meia-noite, para permitir que aqui sejam realizados eventos dirigidos à população local», revelou Luís Guerreiro. «Queremos que este seja um espaço vivo e com dinâmica, onde os habitantes se revejam», resumiu.
Hoje, às 17h30, além da inauguração do novo espaço cultural, será lançada uma mostra sobre a vida e obra de Cândido Guerreiro, que se juntará à exposição permanente com o seu espólio.
No futuro, serão promovidas outras mostras temporárias, «nas áreas da música, dança, traje, teatro popular e iconografia rural, com elementos recolhidos pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alte, ao longo de mais de 60 anos da sua existência», segundo a Câmara de Loulé.
«Cândido Guerreiro é considerado um dos maiores poetas portugueses da primeira metade do século XX. As suas obras, hoje em dia, estão todas praticamente esgotadas. Quem quiser conhecer a sua obra tem dificuldade em comprar livros, que já só se encontram em alfarrabistas», revelou Luís Guerreiro.
Assim, acredita, «é urgente reeditar» os livros do poeta algarvio e este novo pólo museológico «pode ter esse papel». Um papel que terá certamente é o de dar a conhecer a obra do poeta, bem como uma visão sobre quem era o homem por detrás da caneta.
No novo museu estará exposta, por exemplo, uma carta de Aristides Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus que salvou dezenas de milhar de judeus do Holocausto, na II Guerra Mundial, bem como edições com dedicatórias de autores como Teófilo Braga e Manuel Teixeira Gomes, entre outros.
E o novo pólo museológico louletano até vai receber uma ajuda de uma entidade sedeada numa freguesia vizinha, na divulgação da vida e obra deste poeta, já que a Fundação Manuel Viegas Guerreiro, de Querença, prepara-se «para lançar uma fotobiografia de Cândido Guerreiro».
Outra vertente deste espaço cultural é a da história dos Condes de Alte, que está intimamente ligada à aldeia. Esta foi uma família de diplomatas, alguns dos quais ocuparam lugares de destaque, nomeadamente como embaixadores de Portugal.
A recuperação da casa dos Condes de Alte e a sua transformação em Pólo Museológico foi uma iniciativa da Câmara de Loulé e custou cerca de 400 mil euros.»
Fonte: Barlavento Online, 30-4-2009.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Cândido Guerreiro - Poeta Altense
Biografia elaborada por alunos da Escola Profissional Cândido Guerreiro (Alte):
«Poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro nasceu em Alte no ano de 1871, a 3 de Dezembro. Seu pai, José Cândido Guerreiro, ocupou durante bastante tempo o lugar de Juiz de Paz e foi, também, durante alguns anos presidente da Junta da Paróquia de Alte. Sua mãe, Carlota Augusta Guerreiro era, também, natural de Alte. Família de vida económica muito modesta mas bastante decente. Com nove anos de idade, em 1880, Cândido Guerreiro saiu de Alte. Nessa mesma altura, seu pai foi nomeado Juiz de Paz em Estói, para onde foram viver.Frequentou a escola primária de S: Brás de Alportel. Mais tarde entrou para o liceu de Faro onde não finalizou o curso. Em 1889, os pais obrigam-no a abandonar o liceu de Faro e teve de se matricular no seminário Diocesano de Faro. Em 1891 morre seu pai. Por não sentir vocação abandonou o seminário e volta para Alte com a sua mãe, (onde tinham uma pequena propriedade) para casa da sua professora. Em 1892 atinge a maioridade e não tendo condições materiais para ficar em Alte vai para Loulé. Foi escrivão do Juiz de Paz em Estói e presidente do posto meteorológico de Faro. No ano de 1897 é convidado a escrever um poema. No ano de 1899 ocupa o lugar de perfeito na Casa Pia de Beja, fruto de uma paixão nasce um filho seu que também se distinguiu no mundo das letras, de nome Cândido Xavier Guerreiro da Franca. Em 1900 foi fiscal de impostos em Faro e, depois, aconselhado pelo poeta João Lúcio foi para Coimbra tirar o curso de Direito. Em 1909 casou com Margarida Sousa Costa que conheceu em Coimbra. Foi o 1º Altense a tirar o curso de Direito, em 1910, é nomeado notário da Comarca de Loulé. entre 1912 e 1918 preside à Comissão Administrativa da Comarca de Loulé. Em 1921 foi nomeado adido da delegação de Portugal em Haia, mas não aceitou. Em 1935, a Casa do Algarve convida-o a publicar uma monografia e um cancioneiro sobre o Algarve mas, novamente, recusa. A 11 de Abril de 1953 morre e é enterrado no cemitério de Faro.»
http://www.epalte.pt/atempo/candido.htm
«Poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro nasceu em Alte no ano de 1871, a 3 de Dezembro. Seu pai, José Cândido Guerreiro, ocupou durante bastante tempo o lugar de Juiz de Paz e foi, também, durante alguns anos presidente da Junta da Paróquia de Alte. Sua mãe, Carlota Augusta Guerreiro era, também, natural de Alte. Família de vida económica muito modesta mas bastante decente. Com nove anos de idade, em 1880, Cândido Guerreiro saiu de Alte. Nessa mesma altura, seu pai foi nomeado Juiz de Paz em Estói, para onde foram viver.Frequentou a escola primária de S: Brás de Alportel. Mais tarde entrou para o liceu de Faro onde não finalizou o curso. Em 1889, os pais obrigam-no a abandonar o liceu de Faro e teve de se matricular no seminário Diocesano de Faro. Em 1891 morre seu pai. Por não sentir vocação abandonou o seminário e volta para Alte com a sua mãe, (onde tinham uma pequena propriedade) para casa da sua professora. Em 1892 atinge a maioridade e não tendo condições materiais para ficar em Alte vai para Loulé. Foi escrivão do Juiz de Paz em Estói e presidente do posto meteorológico de Faro. No ano de 1897 é convidado a escrever um poema. No ano de 1899 ocupa o lugar de perfeito na Casa Pia de Beja, fruto de uma paixão nasce um filho seu que também se distinguiu no mundo das letras, de nome Cândido Xavier Guerreiro da Franca. Em 1900 foi fiscal de impostos em Faro e, depois, aconselhado pelo poeta João Lúcio foi para Coimbra tirar o curso de Direito. Em 1909 casou com Margarida Sousa Costa que conheceu em Coimbra. Foi o 1º Altense a tirar o curso de Direito, em 1910, é nomeado notário da Comarca de Loulé. entre 1912 e 1918 preside à Comissão Administrativa da Comarca de Loulé. Em 1921 foi nomeado adido da delegação de Portugal em Haia, mas não aceitou. Em 1935, a Casa do Algarve convida-o a publicar uma monografia e um cancioneiro sobre o Algarve mas, novamente, recusa. A 11 de Abril de 1953 morre e é enterrado no cemitério de Faro.»
http://www.epalte.pt/atempo/candido.htm

Biografia do poeta Cândido Guerreiro na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Xavier_Cândido_Guerreiro
Casa do Poeta Cândido Guerreiro, em Faro:
«Do mesmo arquitecto que projectou os antigos Hotel Faro e Mercado Municipal e o Banco Montepio, a nova habitação surgiu da necessidade de demolição da sua anterior habitação, sito na Av. 5 de Outubro, por força do novo traçado urbanístico para a zona de Santo António do Alto. Surgiu um novo edifício característico de arquitectura do Estado Novo, do tipo “Casa Portuguesa”, de linhas simples e sóbrias.


http://radix.cultalg.pt/visualizar.html?id=3088
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=70925
Alte
«A partir de Silves continue na direcção de nascente, a caminho de São Bartolomeu de Messines, que já foi uma importante localidade de comércio, quando era o ponto onde se cruzavam as vias norte-sul e este-oeste, e chegará a Alte, uma das capitais mouras do Algarve. Faça uma pausa apenas para seguir as placas que indicam o caminho para a Rocha da Pena, uma área de grande interesse histórico e ambiental. Há um trilho com cinco quilómetros de extensão que circunda o local e que é um verdadeiro deleite para os amantes da geologia, da flora e da fauna. Na Rocha da Pena existem mais de 390 espécies diferentes de plantas, muitas das quais utilizadas nas tradicionais mezinhas à base de ervas.
Com um pouco de sorte poderá avistar uma águia de bonelli, um bufo real, uma gineta ou um saca-rabos. Estará a 497 metros de altura e a mais de 30 quilómetros da costa, embora daqui o mar seja claramente visível em dias ensolarados e sem neblinas.
Alte é uma das aldeias mais belas da Serra. Siga as placas até ao centro da localidade para ficar a conhecer a terra e depois descubra os serviços de turismo, instalados numa pequena casa algarvia escondida por uma árvore enorme. Perto situa-se o restaurante A Ponte, onde se pode aparcar com facilidade e apreciar uma saborosa refeição preparada na altura, enquanto se admira o vale. Deixe o carro e dê uma volta por Alte para descobrir os seus tesouros. A igreja é dedicada a Nossa Senhora da Assunção e foi construída para assinalar o regresso, são e salvo, de Garcia Mendes de Ribadeneyra, segundo Conde de Alte, da 8.ª Cruzada, no século XIII.
É interessante notar que a igrejinha era considerada capela particular, não caindo, assim, sob a alçada nem do Bispo de Silves nem da Ordem Militar de Santiago, os administradores das igrejas de Loulé. Foi apenas em 1554 que a Ordem Militar de Santiago reconheceu a capela como igreja matriz de Alte. A igreja é uma mescla de estilos arquitectónicos, do manuelino ao barroco, que incluem restauros efectuados depois do grande terramoto de 1755. Para uma terra tão pequena a igreja é excepcional, com uma grande riqueza de azulejaria e de outros detalhes.
Alte tem sido, tradicionalmente, um centro para o esparto, uma erva que cresce espontaneamente nos arredores da aldeia e cujas folhas verdes são utilizadas para trabalhos de tecelagem. As folhas costumavam ser postas de molho no rio e depois pisadas para obter as fibras. Este trabalho era feito nas ruas da aldeia, em especial na Rua dos Pisadoiros. Seguidamente as mulheres fiavam essas fibras, deixando-as prontas para o fabrico de cordas, tapetes e cestaria. Os outros produtos locais são semelhantes aos que se encontram na região - mel, aguardente de medronho, queijos, doces e trabalhos de artesanato em madeira e cerâmica.
A Fonte Pequena é dedicada a um famoso poeta da aldeia, Cândido Guerreiro: um espaço encantador com árvores e arbustos, um tributo apropriado a um poeta inspirado.»
(Fonte: Rotas e Destinos)
Com um pouco de sorte poderá avistar uma águia de bonelli, um bufo real, uma gineta ou um saca-rabos. Estará a 497 metros de altura e a mais de 30 quilómetros da costa, embora daqui o mar seja claramente visível em dias ensolarados e sem neblinas.
Alte é uma das aldeias mais belas da Serra. Siga as placas até ao centro da localidade para ficar a conhecer a terra e depois descubra os serviços de turismo, instalados numa pequena casa algarvia escondida por uma árvore enorme. Perto situa-se o restaurante A Ponte, onde se pode aparcar com facilidade e apreciar uma saborosa refeição preparada na altura, enquanto se admira o vale. Deixe o carro e dê uma volta por Alte para descobrir os seus tesouros. A igreja é dedicada a Nossa Senhora da Assunção e foi construída para assinalar o regresso, são e salvo, de Garcia Mendes de Ribadeneyra, segundo Conde de Alte, da 8.ª Cruzada, no século XIII.
É interessante notar que a igrejinha era considerada capela particular, não caindo, assim, sob a alçada nem do Bispo de Silves nem da Ordem Militar de Santiago, os administradores das igrejas de Loulé. Foi apenas em 1554 que a Ordem Militar de Santiago reconheceu a capela como igreja matriz de Alte. A igreja é uma mescla de estilos arquitectónicos, do manuelino ao barroco, que incluem restauros efectuados depois do grande terramoto de 1755. Para uma terra tão pequena a igreja é excepcional, com uma grande riqueza de azulejaria e de outros detalhes.
Alte tem sido, tradicionalmente, um centro para o esparto, uma erva que cresce espontaneamente nos arredores da aldeia e cujas folhas verdes são utilizadas para trabalhos de tecelagem. As folhas costumavam ser postas de molho no rio e depois pisadas para obter as fibras. Este trabalho era feito nas ruas da aldeia, em especial na Rua dos Pisadoiros. Seguidamente as mulheres fiavam essas fibras, deixando-as prontas para o fabrico de cordas, tapetes e cestaria. Os outros produtos locais são semelhantes aos que se encontram na região - mel, aguardente de medronho, queijos, doces e trabalhos de artesanato em madeira e cerâmica.
A Fonte Pequena é dedicada a um famoso poeta da aldeia, Cândido Guerreiro: um espaço encantador com árvores e arbustos, um tributo apropriado a um poeta inspirado.»
(Fonte: Rotas e Destinos)
Freguesia de Alte
Freguesia de Alte
«A freguesia de Alte localiza-se no centro do Algarve, no extremo noroeste do concelho de Loulé, estendendo-se pela Serra e pelo Barrocal, cobrindo uma área de aproximadamente 97 quilómetros quadrados. Os mais antigos vestígios populacionais registados na área da freguesia datam do Neolítico, estando referenciada a presença de comunidades agro-pastoris e semi-nómadas, que usavam as grutas do barrocal como locais de enterramento. Exemplos deste período existem em Panuachos, na Quinta do Freixo. A riqueza mineira da freguesia foi explorada durante a Idade dos Metais. Segundo Estácio da Veiga a mina de Atalaia, situada a quilómetro e meio de Santa Margarida, onde teriam sido também encontrados materiais como machados e outros objectos de cobre era a mais conhecida de todo o Algarve. Importante era também a mina de Cerca da Mina. Algumas destas minas continuaram a ser exploradas até ao século XVIII e, nalguns casos, mesmo até ao século XIX: Durante o período romano as populações vão descendo dos cimos dos montes para ocuparem os vales, construindo-se casais agrícolas dispersos, os melhores solos são explorados e inicia-se um a produção de mercado. Desta época há em Alte vestígios na toponímia como a Vila Verde do Vale, a Vila do Zambujal e a Vila Ruiva e onde se supõe terem existido povoados ou villae romanas, pelo materiais que aí foram recolhidos. Durante o período de ocupação islâmica teria existido em Alte, no sopé do cerro da Rocha Maior um alcazar, ou paço muçulmano, que teria sido habitado pelos senhores de Alte nos tempos imediatamente seguintes à reconquista cristã. Segundo a tradição teria havido na freguesia um castelo muçulmano, que tal como os de Paderne ou Salir seria um pequeno dispositivo defensivo, integrado na estratégia de defesa da região. Dele resta apenas o topónimo Castelo que é aplicado a um dos cabeços que rodeiam a sede da freguesia. Após a reconquista da região, no século XIII, tal como era então comum, surge o senhorio d’Alte, atribuído a João Gomes de Ribadeneyra, quarto filho do capitão Ribadeneyra, que se distinguira na Batalha de Navas de Tolosa em 1212. Segundo o Arquivo da Casa d’Alte, João Gomes encontrava-se ao serviço de Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago, na conquista do Algarve, passando depois ao serviço de D. Afonso III. O 17.º senhor d’Alte, Manuel de Ataíde Ribadeneyra, alcaide-mor de Albufeira, participa activamente entre 1637 e 1640 nas movimentações contra o último rei espanhol. Após a morte de seu pai no campo de batalha em 1639 o senhor d’Alte transforma a serra num centro de resistência contra o domínio espanhol. Durante a guerra da Restauração recruta no seu morgadio um regimento de cavalaria que oferece a D. João IV. Como recompensa o rei fá-lo comandante e toma-o ao seu serviço. De finais do século XVII a finais do século seguinte a região desenvolve-se e Alte beneficia da sua situação mista de serra e barrocal e progride. No seu interior produz--se trigo em abundância mas o cereal falta na zona do litoral. Importada no século XVII a laranja doce é usada para o consumo local e para a exportação, tornando-se com o figo e o azeite das principais fontes de riqueza do morgadio de Alte. O laranjal da propriedade é irrigado com água da ribeira local, desviada para o Tanque Grande que foi mandado construir por Duarte Melo de Ribadeneyra, o Fidalgo d’Alte, em 1690. Esta designação é explicada por Isabel Raposo “Era assim chamado, segundo o Arquivo da Casa d’Alte pela riqueza que demonstrou na corte, muito dedicado à rainha, retirou-se para os seus territórios só depois da morte desta em 1683, pelas obras que realizou nos seus morgados (de Alte, Tôr, Salir e capela dos Melos) e pela sua preocupação em acudir às misérias do campo, de tal maneira que nas redondezas dos seus Estados não havia família que necessitasse nem pobre que pedisse. As obras que mandou fazer na ribeira de Alte permitiram regar não só o seu laranjal, como também uma grande baixa que distribuiu entre a gente do seu morgado.” A seguir à agricultura a principal ocupação das gentes de Alte era o esparto, muito apreciado no mercado regional, o esparto cresce espontânea e abundantemente no Algarve. O século XIX traz a Alte alguns sinais de modernidade como é o caso da ponte de Alte ou a estrada nacional, em macadame, que faz a ligação de Alte a Loulé.»
(Fonte: http://www.minhaterra.com.pt/template/detalheDescHistorico.php?intNivelID=2616&MINHA-TERRA=1d9c2e263f4839456d20...)
«A freguesia de Alte localiza-se no centro do Algarve, no extremo noroeste do concelho de Loulé, estendendo-se pela Serra e pelo Barrocal, cobrindo uma área de aproximadamente 97 quilómetros quadrados. Os mais antigos vestígios populacionais registados na área da freguesia datam do Neolítico, estando referenciada a presença de comunidades agro-pastoris e semi-nómadas, que usavam as grutas do barrocal como locais de enterramento. Exemplos deste período existem em Panuachos, na Quinta do Freixo. A riqueza mineira da freguesia foi explorada durante a Idade dos Metais. Segundo Estácio da Veiga a mina de Atalaia, situada a quilómetro e meio de Santa Margarida, onde teriam sido também encontrados materiais como machados e outros objectos de cobre era a mais conhecida de todo o Algarve. Importante era também a mina de Cerca da Mina. Algumas destas minas continuaram a ser exploradas até ao século XVIII e, nalguns casos, mesmo até ao século XIX: Durante o período romano as populações vão descendo dos cimos dos montes para ocuparem os vales, construindo-se casais agrícolas dispersos, os melhores solos são explorados e inicia-se um a produção de mercado. Desta época há em Alte vestígios na toponímia como a Vila Verde do Vale, a Vila do Zambujal e a Vila Ruiva e onde se supõe terem existido povoados ou villae romanas, pelo materiais que aí foram recolhidos. Durante o período de ocupação islâmica teria existido em Alte, no sopé do cerro da Rocha Maior um alcazar, ou paço muçulmano, que teria sido habitado pelos senhores de Alte nos tempos imediatamente seguintes à reconquista cristã. Segundo a tradição teria havido na freguesia um castelo muçulmano, que tal como os de Paderne ou Salir seria um pequeno dispositivo defensivo, integrado na estratégia de defesa da região. Dele resta apenas o topónimo Castelo que é aplicado a um dos cabeços que rodeiam a sede da freguesia. Após a reconquista da região, no século XIII, tal como era então comum, surge o senhorio d’Alte, atribuído a João Gomes de Ribadeneyra, quarto filho do capitão Ribadeneyra, que se distinguira na Batalha de Navas de Tolosa em 1212. Segundo o Arquivo da Casa d’Alte, João Gomes encontrava-se ao serviço de Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago, na conquista do Algarve, passando depois ao serviço de D. Afonso III. O 17.º senhor d’Alte, Manuel de Ataíde Ribadeneyra, alcaide-mor de Albufeira, participa activamente entre 1637 e 1640 nas movimentações contra o último rei espanhol. Após a morte de seu pai no campo de batalha em 1639 o senhor d’Alte transforma a serra num centro de resistência contra o domínio espanhol. Durante a guerra da Restauração recruta no seu morgadio um regimento de cavalaria que oferece a D. João IV. Como recompensa o rei fá-lo comandante e toma-o ao seu serviço. De finais do século XVII a finais do século seguinte a região desenvolve-se e Alte beneficia da sua situação mista de serra e barrocal e progride. No seu interior produz--se trigo em abundância mas o cereal falta na zona do litoral. Importada no século XVII a laranja doce é usada para o consumo local e para a exportação, tornando-se com o figo e o azeite das principais fontes de riqueza do morgadio de Alte. O laranjal da propriedade é irrigado com água da ribeira local, desviada para o Tanque Grande que foi mandado construir por Duarte Melo de Ribadeneyra, o Fidalgo d’Alte, em 1690. Esta designação é explicada por Isabel Raposo “Era assim chamado, segundo o Arquivo da Casa d’Alte pela riqueza que demonstrou na corte, muito dedicado à rainha, retirou-se para os seus territórios só depois da morte desta em 1683, pelas obras que realizou nos seus morgados (de Alte, Tôr, Salir e capela dos Melos) e pela sua preocupação em acudir às misérias do campo, de tal maneira que nas redondezas dos seus Estados não havia família que necessitasse nem pobre que pedisse. As obras que mandou fazer na ribeira de Alte permitiram regar não só o seu laranjal, como também uma grande baixa que distribuiu entre a gente do seu morgado.” A seguir à agricultura a principal ocupação das gentes de Alte era o esparto, muito apreciado no mercado regional, o esparto cresce espontânea e abundantemente no Algarve. O século XIX traz a Alte alguns sinais de modernidade como é o caso da ponte de Alte ou a estrada nacional, em macadame, que faz a ligação de Alte a Loulé.»
(Fonte: http://www.minhaterra.com.pt/template/detalheDescHistorico.php?intNivelID=2616&MINHA-TERRA=1d9c2e263f4839456d20...)


